Trancada em um quarto escuro
Tateio as paredes em busca de luz
Mas não há sequer uma porta
O suor escorre no rosto
Começo a cavar a terra do chão
Mas só o que consigo é fazer os dedos sangrarem
O grito fica preso na gargante
O pavor cresce
Mas não consigo sentir o meu coração
Tudo é muito úmido e frio
De repente um corpo caídono chão
Tateio e para meu espanto
É o meu próprio corpo que está ali
Perguntas, dúvidas
E então percebi que não havia mais vida em meu ser
Morte, eu havia morrido
Mas ainda nao tinha sido liberta
Onde está o guardião das almas
Por favor venha me buscar
Um feixe de luz adentra a escuridão
E uma linda dama apaece
Cabelos negros longos
Vestes longas e brancas
Me estende a mão e diz:
_ Venha, você está liberta
Não me lembro como morri
Ou como fui para ali
Só sei que os meus medos e angústias
Haviam desaparecidos
E uma paz crescente me envolve.

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